Parto normal ou cesariana: qual é a melhor opção?

Uma das principais dúvidas das mães que terão seu primeiro filho é qual será o seu tipo de parto, o que deve ser analisado é se há necessidade de intervenção cirúrgica.

Mãe e recém-nascido.

O parto normal que é por meio vaginal, pode ser realizado de forma natural, que acontece sem intervenções e cirúrgico, que ocorre com intervenções como anestesias, aplicação de ocitocina sintética (hormônio que estimula contrações uterinas), episiotomia (um corte vaginal apenas necessário em casos que não há espaço suficiente para o bebê passar) e entre outras.

Esse tipo de parto ocorre com as contrações uterinas e depois com o rompimento da bolsa amniótica; pode ser realizado em diversas posições, como deitada, utilizando uma cadeira de parto, de cócoras ou até mesmo em uma banheira apropriada.

O parto normal é o mais recomendado pelos médicos pois a recuperação é mais rápida, o bebê nasce na hora certa e se for natural não há necessidade de aplicar ocitocina sintética, que segundo estudos como os de Michel Odent, podem agravar riscos de hemorragias, tem a capacidade de atravessar a barreira placentária e inclusive alterar comportamentos do bebê como os de sociabilidade, a capacidade de amar e influenciar na agressividade.

É mito achar que o parto vaginal afrouxa a vagina, segundo especialistas isso não ocorre.

Embora o parto normal e principalmente natural seja o mais indicado, muitas vezes há necessidade de intervenção cirúrgica.

Recém-nascido.

cesariana ou cesárea, é um tipo de parto programado, necessitando de um corte que atravessa 7 camadas do corpo: pele, gordura, fáscia muscular, músculo, peritônio parietal, peritônio visceral e musculatura do útero.  Este tipo de parto necessita de anestesia, podendo ser raquidiana (com efeito imediato) ou peridural (com maior durabilidade). 

Muitas mulheres, principalmente em redes privadas, optam por fazer a cesárea porque não querem sentir as contrações uterinas, mas deve-se pensar que após o efeito da anestesia é possível sentir desconforto e depois do parto pode-se enfrentar dificuldades de mobilização por um tempo e cesarianas fazem com que a mãe atrase a amamentação do bebê. Além das desvantagens citadas anteriormente, a cesariana pode trazer riscos para a mãe de hemorragia, trombose e infecções; o bebê pode ter problemas estomacais e respiratórios, prematuridade e dificuldade de vínculo afetivo com a mãe.

Os médicos recomendam fazer este tipo de parto somente em casos realmente necessários como: quando há sofrimento fetal, apresentação córmica (quando o bebê se encontra atravessado no momento do parto), hemorragias no final da gravidez (grandes sangramentos podem ocorrer devido deslocamentos de placenta ou quando esta recobre o útero, já pequenos sangramentos é normal acontecer), mães portadoras de herpes genital com lesão ativa ou do HIV (há um índice menor de contágio na cesárea), prolapso de cordão (quando o cordão umbilical sai antes do bebê), se o neném for muito grande e quando há uma restrição de crescimento do bebê.

decisão cabe a cada família tomar com o médico responsável, tendo conhecimento das vantagens e desvantagens de cada parto, porém a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda partos normais quando não há complicações.

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